Sou pai, e agora? O homem e os desafios da paternidade

By Fabio | Uncategorized

Sou pai, e agora? Os desafios de uma paternidade “diferente”.

A CONVERSA NA SALA DE ESPERA

Levei o Paulo a uma terapia esta semana e, na sala de espera, um pai me disse:

— Este final de semana precisei chorar. Precisei tirar minha armadura de super herói por alguns momentos e… chorei.

Pouco tempo depois, ele me contou o quanto o filho dele, que tem autismo e uma agenda repleta de terapias, fez com que ele se transformasse em um homem muito melhor em vários aspectos.

Mesmo reconhecendo tudo de bom que o filho nos trouxe, por que ainda assim um pai pode sentir vontade de chorar?

O HOMEM DIANTE DE GRANDES DESAFIOS

Para a natureza masculina, o sentimento de impotência diante de um grande desafio é a pior sensação que um homem pode ter. A gente entra em colapso.

Pensar que “nada do que eu sei ou do que eu posso fazer é suficiente para ajudar meu filho” é muito difícil para um homem.

Coincidentemente, tive esta conversa com este pai na semana em que se celebra o Dia Internacional da Epilepsia. E foram justamente os momentos de crises convulsivas do meu filho que me fizeram perceber que não temos total controle sobre os desafios da vida. Por isso entendi bem o que aquele pai me contava, mesmo se tratando de realidades diferentes (o filho dele tem autismo; o meu tem paralisia cerebral e epilepsia).

O QUE NÓS, HOMENS, PRECISAMOS SABER

Infelizmente, há inúmeros casos de homens que, em situações parecidas, abandonam seus filhos. O que esses homens talvez ainda não saibam é que justamente essas situações que nos fazem entrar em colapso têm também o poder de despertar o que há de melhor na natureza masculina.

Felizmente, temos conhecido de perto casos assim e podemos afirmar: justamente em momentos difíceis e até desesperadores, alguns homens fazem uma revolução tão intensa dentro de si mesmos que se transformam completamente. Passam a ser maridos de verdade, pais de verdade, trabalhadores melhores. Homens de verdade. Ou seja, o que seria motivo para sucumbir vira a mola propulsora para evoluir e chegar a um nível em que nem ele mesmo imaginava ser possível.  

Foi tudo isso que este pai me contou esta semana. Vi essas ideias acima de forma muito concreta em tudo o que ele me contou sobre sua história e do quanto ele havia mudado graças ao filho.

O caso do filho dele é diferente do meu, mas, para essas transformações internas, não importa tanto o diagnóstico. Importa a vontade, por mínima que seja, de tentar ser melhor a cada dia e de não fugir dos desafios. E só isso já é um importante primeiro passo.

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