Quando a própria criança começa a perceber suas diferenças em relação às demais

By Fabio | Blog

Quando a própria criança começa a perceber suas diferenças em relação às demais: como ajudá-la?

Quando começamos o Mater & Pater PLUS, nosso foco era ajudar mães e pais de bebês novinhos que, assim como nós, também passaram por UTI neonatal, terapias de reabilitação e notícias de diagnóstico. Aos poucos, percebemos que certas experiências trazem aprendizados e emoções comuns a muitas pessoas, não somente a pais e mães de bebês novinhos. 
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Em janeiro deste ano abrimos a primeira turma do nosso Programa Online VOE PARA O PLUS. A primeira pessoa a se inscrever foi um pai cuja filha tem 21 anos. Também contamos com uma mãe mais experiente, cuja filha está entrando na adolescência e já percebe as diferenças entre ela e seus colegas de escola. 
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Os bebês novinhos crescem. E aí vem a pergunta: quando a própria criança começa a perceber suas diferenças em relação às demais, como ajudá-la?
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Nosso filho Paulo ainda nem tem tanta idade assim (completará 6 anos em janeiro), mas já vivemos esta situação em casa. Ele pode não entender “tim tim por tim tim” o que é paralisia cerebral, mas entende o que é ter algumas limitações e atrasos que seus colegas de escola — e até mesmo seus irmãos mais novos, neurotípicos — não têm. 
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Eu, Fabio, também sei o que é isso. Minha deficiência, Charcot-Marie-Tooth, foi descoberta somente na adolescência, mas muito antes disso eu já sabia o que era “ser diferente” dos meus colegas. 
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Como ajudar nossos filhos com deficiência a conquistarem autoconfiança? Como ajudá-los a lidar com frustrações ou até preconceitos?
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Este é um assunto que renderia longos posts, mas aqui falaremos brevemente de 3 pontos:
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1. Em primeiro lugar, vale a pena ter claro (para si mesmo e para as demais pessoas) que “limitação” é algo que *todo mundo tem*. Nem toda limitação é por causa de alguma deficiência (no sentido médico da palavra), mas todos temos nossas vulnerabilidades e fraquezas. É importante, então, ensinar nossos filhos a olharem a própria deficiência com naturalidade e com um olhar mais prático. É claro que, dependendo do caso, a criança pode não entender direito a sua própria circunstância, mas esta postura já será muito útil se os pais tentarem adotá-la.  
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2. A criança com deficiência (assim como qualquer outra pessoa) não tem somente limitações. Tem também qualidades e características que a tornam única e que podem fazer a diferença na família, na escola, na sociedade. Quais são as capacidades da sua criança? Mesmo que seja algo muito pequeno (comparado aos colegas), certamente valerá a pena valorizar e ajudar a criança a desenvolver aquela determinada habilidade. Nosso filho Paulo, por exemplo, adora música. Mesmo na época em que ele não emitia som algum, nós procurávamos colocar muita música no nosso cotidiano. Notávamos que era uma maneira de fazê-lo se sentir mais à vontade em vários ambientes e quando estava com outras crianças. 

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3. A opinião dos outros não muda a verdade sobre você mesmo. Se uma blusa é azul, ela continuará azul mesmo que todos digam que é vermelha. Com esta comparação simples, podemos ensinar às crianças que o valor delas como pessoas não está na opinião dos outros. Ter isso claro pode ajudar em situações de preconceito, por exemplo (lembrando que nem toda situação chata é preconceituosa…às vezes podem ocorrer situações embaraçosas por ignorância também). 
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Que idade sua criança tem hoje? Ela percebe alguma diferença entre ela e seus colegas? Conta aqui sua experiência com este tema 😉 
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