Empatia começa dentro de casa

— Paulo, anda logo, a gente está atrasado.

 

(silêncio)

 

— Paulo, vem, filho. Vamos!

 

(silêncio)

 

— Paulo, veeeeem!

 

O diálogo acima já aconteceu muitas vezes aqui em casa. Nós, imersos na correria do dia-a-dia, claramente estávamos “funcionando” em ritmo bem diferente daquele do Paulo.

 

Hoje cedo a situação me fez pensar: sim, muitas vezes, “funcionamos” em ritmo diferente ao de nossos filhos. Se se trata de uma criança especial, o “descompasso dos ritmos” pode ser ainda maior. Nessas situações, é preciso decidir TREINAR A EMPATIA dentro de casa.

 

Nós, mães e pais de crianças especiais, queremos que o mundo tenha empatia por nossos filhos. Isso é um desejo legítimo. No entanto, muitas vezes somos nós quem temos de exercitar esta qualidade em primeiro lugar.

 

Nós, por mais que amemos loucamente nossos filhos, não somos perfeitos. Muitas vezes, não sabemos verdadeiramente lidar com a limitação que uma deficiência traz ou desejamos secretamente comportamentos ou características mais previsíveis.

 

Você já sentiu algo assim? Tudo bem. Sentir é uma coisa. Consentir é outra. Sempre é tempo de reajustar a rota e olhar para a diferença (seja ela de comportamento, de aspecto físico, de desenvolvimento) com desejo de aprendizado, de crescimento e de amadurecimento do amor.

 

Conte para nós nos comentários se você gostaria de ideias sobre como fazer isso na prática 😉  

Queremos ouvir sua opinião ;-)