A história do Paulo

By Kerol | Uncategorized

Muitas pessoas nos perguntam: “qual a história do Paulo”? A história da vida de uma pessoa não é seu prontuário médico, mas aqui vai um resumo do que geralmente as mães e pais querem saber quando nos fazem esta pergunta.

Dá para “ouvir” o impossível?

Sim, dá. É o som que está no mini-video deste post.

O áudio pode ser curtinho, mas ajuda a responder uma pergunta que temos recebido muito nos últimos dias: “qual a história do Paulo?”

A história do Paulo não se resume ao seu prontuário médico, mas aqui vai um pouco da experiência que inspirou nosso trabalho aqui no Mater & Pater PLUS.

Janeiro de 2014. Paulo sofreu grave anoxia no parto. Ficou aproximadamente 5 minutos sem oxigênio. Nasceu completamente apagado, com Apgar 1, e precisou ser reanimado e imediatamente internado em UTI neonatal. A situação era grave e não sabíamos se ele iria sobreviver. Este foi o nosso “Diagnóstico Parte 1”: Grave Anoxia.

Ele ficou quase 1 mês internado e depois teve alta, mas sabíamos que precisaria ser acompanhado por neuropediatra e terapeutas. As terapias começaram em seguida, com apenas 1 mês de vida. Acreditamos que este foi um dos fatores que mais ajudaram o Paulo em seu desenvolvimento.

Aos 9 meses, quando já eram visíveis algumas consequências da anoxia (como estrabismo acentuado e atraso no desenvolvimento motor), fizemos um exame de imagem que mostrou as lesões no cérebro que a anoxia havia deixado. Lesões grandes com um laudo bem difícil para um pai e uma mãe lerem. Principais áreas cerebrais afetadas: desenvolvimento motor, linguagem e cognitivo. Isso significaria, segundo os médicos, a probabilidade de nunca andar ou falar. Este foi o nosso “Diagnóstico Parte 2”: as lesões no cérebro.

Dois anos depois, começou uma surpreendente e dificílima sucessão de crises convulsivas. Foram dias de hospital e inúmeros exames. Até que, num telefonema com uma das médicas, veio o diagnóstico com todas as letras. Este foi o nosso “Diagnóstico Parte 3”: Paralisia Cerebral.
Um ano depois, ainda tentando controlar as crises convulsivas, continuavamos fazendo muito exames. E aí veio o nosso “Diagnóstico Parte 4”: Epilepsia Focal.

Por tudo isso, costumamos dizer que o diagnóstico veio em partes e cada uma delas foi, para nós, um momento dificílimo de descrever em palavras. Nada do que possamos escrever aqui descreveria com exatidão o que sentimos a cada “diagnóstico”.

Neste tempo todo, acreditamos em Impossíveis. Muitos desses Impossíveis, de fato, ocorreram. Na nossa opinião, são a parte principal do que seria a resposta para a pergunta “qual a história do Paulo?”

Acreditamos em Impossíveis não porque somos ingênuos, mas porque há coisas que simplesmente estão do “outro lado”: do outro lado do medo, do outro lado da informação, do outro lado do esforço. E, sim, sabemos que há coisas que estão do outro lado da possibilidade também. E está tudo bem.

Você acredita em Impossíveis? Comente aqui embaixo se você quer que a gente fale mais disso. Queremos que Impossíveis aconteçam para você também.

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Cristina agosto 22, 2019

Uma única palavra Deus🙌🏻

Chorei de emoção.👏🏻

    Kerol agosto 23, 2019

    Obrigado por seu comentário 😉

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