Nossas reações diante de um diagnóstico

By Kerol | Uncategorized

Na última semana, muito se falou sobre autismo, por causa do Censo 2020. Toda a discussão (tão necessária) sobre dar visibilidade às famílias nos fez lembrar de um relato que recebemos. 

Era uma vez um médico muito conceituado em sua cidade. Um dia, este médico teve um filho, seu primeiro filho. Após certo tempo, este profissional, que agora também era pai, recebeu a notícia de que seu filho tem autismo. O médico-agora-também-pai ficou tão abalado que até parou de trabalhar por um tempo. 

Reações pós-diagnósticos não deveriam ser julgadas. Somos todos humanos e temos emoções que às vezes nem nós reconhecemos ou sabemos lidar. Receber a notícia de um diagnóstico da nossa criança ou perceber que o desenvolvimento dela não está como o esperado é uma novidade desafiadora na vida de qualquer pessoa. 

Nessas horas, vale lembrar: SENTIR é diferente de CONSENTIR. 

Pode ser que você tenha sentimentos que nem queira dizer pra ninguém. Tudo bem. Neste primeiro momento, este é o seu SENTIR. Isso não te faz uma pessoa má, fria ou egoísta. 

A grande diferença está, no entanto, no seu CONSENTIR. Consentir é quando você permite que aquilo que você sentiu se instale dentro de você e paute suas atitudes. É a segunda reação, que pode (e deve, na verdade) ser mais pensada. 

Quando passamos a entender esta diferença, muita coisa melhorou aqui em casa. Muito da “culpa materna/paterna” foi embora e nos sentimos mais no controle de como viver a mater/paternidade, tanto atípica quanto típica. Afinal, **podemos escolher como reagir**. Isso é mais do que empoderador. É libertador. 

Você já tinha parado para pensar nesta diferença entre “sentir” e “consentir”? Acha que isso faz diferença na sua vida? Você acha fácil ou difícil colocar isso em prática? Conta pra gente se quiser ver mais posts sobre nossa experiência neste assunto 😉 

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